Óticas que fazem “exame de vista”

 

Segundo os artigos dos sites: Tribuna, Correio Popular e Ópticanet, a prática de exames de vista de forma gratuita em óticas trata-se de uma venda casada.

 

Basta andar pelas ruas mais movimentadas ou praças dos grandes centros para ser abordado por representantes de óticas com panfletos que oferecem exames de vista de graça. Antes mesmo do cliente entrar nas lojas, as perguntas comuns são “É óculos?, Tem receita?”, seguidas da oferta: “Nós fazemos o teste na hora”.

De acordo com a matéria apresentada nos artigos a prescrição do grau, no entanto, fica retida se o cliente não realiza a compra dos produtos no local. Normalmente instalados em pequenos consultórios no andar superior dos estabelecimentos, optometristas e oftalmologistas fazem o teste em 15 minutos, sem perguntar sobre o histórico médico ou outras doenças dos pacientes.

A prática, além de ser configurada como venda casada pelo Código de Defesa do Consumidor, é proibida pelo Conselho Regional de Medicina (Cremesp), que considera antiético associar serviços médicos a atividades comerciais.

Para se proteger e garantir a saúde dos olhos, a recomendação do médico oftalmologista Pedro Piccoli, do Hospital Barigui de Oftalmologia, é procurar um profissional especializado e capacitado para um exame de maneira correta. “Em um exame oftalmológico básico, de entrada, a gente sempre analisa fundo de olho, pesquisa pressão ocular, não basta medir a pressão, tem que matizar a pressão ocular com a qualidade de olho e espessura de córnea, uma série de detalhes que vão nos informar risco de glaucoma, por exemplo. São muitas coisas que podem passar escondidas em um exame simples ou de medida de grau, entre eles problemas relacionados ao diabetes. Por isso, procure sempre seu médico e peça orientação para ele”.

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Conforme o oftalmologista membro da SBO, descontar na venda dos óculos o valor da consulta cobrada por um médico indicado pela ótica também é proibido. “Isso não pode, é venda casada, que deve ser condenada. Com a receita na mão o cliente tem a liberdade de escolher a loja para aviar a sua receita”. Outra prática condenada pela SOB é abordagem às pessoas e a utilização de panfletos ou banners, anunciando os testes de visão. “Não é permitido, isso fica para os magazines”.

Segundo Guimarães, o médico que agir assim pode passar por um processo ético profissional, previsto no Código de Ética Médica. De acordo com ele, propaganda com banners e abordagens tendo os testes como chamariz também são consideradas inadequadas pelo Conselho Regional de Medicina.

O Procon alerta os usuários a prática, com base na Decreto 20.931, de 1932: “Ao órgão de defesa do consumidor cabe tratar da ´venda casada´, que tem sido constante, e da propaganda enganosa. O crime em questão, que fere o Código de Defesa do Consumidor, acontece no momento em que a ótica oferece uma consulta gratuita, desde que o consumidor compre os óculos no local indicado, que é de interesse daquele médico”, explica a coordenadora do Procon, Silvânia Melo.

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Os artigos dos citados podem ser lidos na integra através destes links: Tribuna, Correio Popular e Ópticanet.